Viña VIK: a vinícola mais impressionante do Chile
Hoje foi um daqueles dias especiais. Dias em que a gente sabe que vai viver algo memorável.
A visita à Viña VIK foi mais do que um tour por uma vinícola: foi uma imersão em um conceito que une vinho, arte, arquitetura e natureza com um propósito claro. Um lugar onde nada é por acaso e cada detalhe está ali para provocar sensações. Perfeito para um bate e volta de Santiago e para explorar mais o enoturismo no Chile.



A história de um sonho ousado
Em 2004, o casal Alexander e Carrie Vik iniciou uma jornada ambiciosa: criar o melhor vinho da América do Sul. Para isso, reuniram um time de especialistas — cientistas, enólogos, geólogos, viticultores e artistas — para encontrar o terroir perfeito. Dois anos depois, encontraram seu lugar: Millahue, no Valle del Cachapoal, uma região de microclimas diversos, cercada por montanhas e com vista para a Cordilheira dos Andes.
Millahue significa “lugar do ouro” na língua mapuche. E de fato, ali brota uma das joias da vitivinicultura chilena.
Arquitetura com alma e tecnologia
A adega da Viña VIK foi projetada para impressionar. Assinada por Smiljan Radic e Loreto Lyon, é uma obra arquitetônica que combina sustentabilidade, funcionalidade e beleza. O teto com duas meias-luas (produzidas no Brasil), o espelho d’água e as curvas que acompanham os fluxos de ar fazem da estrutura parte viva do terroir. As paredes, por exemplo, foram desenhadas para seguir a direção das correntes de vento e não interferir de maneira negativa nas vinhas.
Tudo ali é pensado para integrar natureza, clima, solo e tecnologia de forma harmônica. Um exemplo disso é o uso de leveduras naturais colhidas em pétalas de flores, como a astromelia selvagem, que fazem parte dos experimentos recentes aplicados aos vinhos premium desde 2021.




Cristian Vallejo: o guardião do vinho
Cristian Vallejo, o Chief Winemaker da VIK, lidera a vinificação com um olhar atento e inovador.
A VIK também é a única vinícola da América do Sul com sua própria tanoaria dentro da propriedade. É ali que eles fazem a tosta das barricas sob medida para cada vinho, utilizando carvalho francês importado e também carvalho chileno, criando combinações exclusivas para seus blends. A colheita é 80% manual, realizada durante a noite para preservar frescor e qualidade. Apenas uvas com cor, peso e teor de açúcar ideais seguem para os icônicos blends da casa; o restante é vendido para outras vinícolas.
A fermentação acontece de forma espontânea, sem adição de leveduras, e o envelhecimento é feito em barris de carvalho francês novos e usados, dependendo do perfil desejado para cada vinho.
A Cava e os segredos do terroir
A visita guiada passa pela Cava, onde os vinhos repousam e ganham corpo. A obra do artista Eduardo Cardozo, inspirada nos estratos do solo de Millahue, marca o final do percurso. Ali, os visitantes vivem a primeira grande experiência sensorial com os rótulos da casa.







A degustacão: quando tudo se conecta
Na sala de degustacão, provamos alguns dos blends mais representativos da VIK: o intenso e elegante VIK, o expressivo e artístico La Piu Belle (“a mais bela”, em três idiomas – Espanhol, Italiano e Francês), e o equilibrado e fresco Milla Cala. Também tivemos a oportunidade de degustar dois vinhos em estágio jovem, diretamente dos tanques de aço inox: um Cabernet Sauvignon com fruta fresca e acidez alta e um Carménère mais tânico e adstringente.
Cada vinho revela textura, profundidade e uma história distinta. A sensação é de que cada gole foi desenhado para contar algo, para permanecer.
VIK Zero: do jardim à mesa
A experiência segue no restaurante VIK Zero, que propõe uma gastronomia criativa, com ingredientes frescos e harmonizações pensadas para destacar os vinhos da casa. Um dos destaques do menu foi o creme de queijo azul com o La Piu Belle Rosé, intensidade e suavidade em perfeito equilíbrio.
O VIK Zero é uma extensão sensorial da vinícola, onde paisagem e sabores se encontram.










Atendimento e acolhimento
Durante a visita, fomos guiados com simpatia por Catia e atendidos no restaurante pela Mariel, Natália e Kristopher. A Myriam, do time de marketing da VIK, nos deu todo o suporte para que essa experiência fosse possível. Cada pessoa ajudou a tornar o dia ainda mais especial.
Depois de um dia inteiro imersa nesse universo, fica claro: a Viña VIK não é apenas uma vinícola. É um manifesto. Um lugar onde vinho, arquitetura e natureza se encontram com identidade, visão e propósito.
Se você ama vinho, arte e vivências que transformam, coloque a VIK na sua lista no Chile.
Dica: No Instagram (@juliajasper_) você pode acompanhar os episódios em vídeo dessa visita. E aqui no blog, na sessão “Brinde ao Vinho” tem muito mais sobre enoturismo, Champagne, vinhos pelo mundo e dicas exclusivas para viajantes que valorizam o essencial.
Já conhecia a VIK? Vinho é arte ou é ciência pra você?






